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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Strippers Vs Lobisomens

Strippers Vs Lobisomens

Strippers Vs. Werewolves 
Sim, porque o mundo realmente precisava disso. Chega de vampiros, chega de zumbis. Agora é a vez dos Lobisomens. E das strippers.
Tudo bem que, pelo trailer, não parece ser nada de alto nível. Mas temos Robert Englund, mais conhecido como Freddy Krueger. E as strippers. Já falei das strippers? Pois é, nesse filme, elas são as encarregadas de enfrentar os licantropos – sempre quis escrever isso.
Não é todo dia que vemos mulheres em trajes mínimos lutando contra lobisomens. Só isso já vale a conferida.


sexta-feira, 18 de junho de 2010

O Lobisomem no Quarto das Garotas


O misterioso Dr. Julian Olcott (o austríaco Carl Schell) é um médico com um passado misterioso que é contratado para trabalhar como professor de ciências numa escola reformatória somente para moças. Porém, ele não imaginava os problemas que iriam surgir e abalar a reputação da instituição quando durante certa noite de lua cheia, uma das garotas, Mary Smith (Mary McNeeran), que mantinha um romance secreto com um outro professor, Sir. Alfred Whiteman (Maurice Marsac), é encontrada morta com os olhos arregalados de pavor e com o pescoço violentamente dilacerado. A investigação policial sugere um ataque de lobo, já que esses animais habitam a floresta que circunda a escola, enquanto uma amiga da vítima, a jovem Priscilla (a polonesa Barbara Lass), alega que ela não foi assassinada por animais, despertando o medo entre as estudantes e criando uma lista de suspeitos na escola.

Confesso que depois de ver o apelativo nome do filme, “O Lobisomem no Quarto das Garotas” (Lycanthropus / Werewolf in a Girl´s Dormitory, 1962), imaginei se tratar de uma bomba daquelas totalmente descartáveis. Porém, para minha surpresa, o filme, com todas as suas falhas, pode ainda assim ser classificado naquele grupo de bagaceiras divertidas, procuradas apenas pelos colecionadores de filmes que sejam os mais bizarros e desconhecidos possíveis, ou seja, com produção paupérrima, elenco amador, roteiro despretensioso e efeitos toscos (nesse caso, a maquiagem do lobisomem).

Com direção do italiano Paolo Heusch (creditado com o pseudônimo de Richard Benson), o roteiro de Ernesto Gastaldi (sob o pseudônimo de Julian Berry), procura contar uma história de mistério, assassinatos e suspense, tentando estabelecer uma interação com o público para descobrir a identidade do autor dos crimes. Porém, falha em não explorar devidamente uma investigação policial (a participação do detetive é inexpressiva), deixando esse trabalho praticamente nas mãos dos próprios suspeitos, cuja lista vai desde professor recém chegado à escola, Julian Olcott, que no passado trabalhou na pesquisa de um antídoto para reverter o processo de transformação do lobisomem, seu companheiro de ofício, o adúltero Sir. Alfred Whiteman, passando pelo respeitável diretor do reformatório, Sr. Swift (o polonês Curt Lowens), e indo até o esquisito zelador Walter Jeoffrey (Luciano Pigozzi, creditado como Alan Collins), e o silencioso porteiro Tommy (Joseph Mercer).

O roteiro superficial também não explora as possíveis origens e motivos que levaram um homem a se transformar numa fera assassina, passando a idéia que um lobisomem não seria algo extraordinário, pelo contrário, seria algo comum que faz parte do cotidiano e que não surpreenderia ninguém (fato comprovado quando o assunto é abordado pela primeira vez, com uma naturalidade que deveria ser inexistente). Outro ponto fraco na história é que um espectador um pouco mais atento logo desconfia qual a identidade da fera, tornando o desfecho previsível. Mas, a despeito disso tudo, o filme é até recomendável a título de curiosidade e principalmente por apresentar todas as características de uma produção “B” despretensiosa. Eu prefiro bagaceiras como essa em vez de bombas dispensáveis como “Amaldiçoados” (Cursed, 2005), de Wes Craven, um lixo produzido com muito dinheiro e uma tecnologia moderna à disposição, mas que não evitaram o péssimo resultado final.

“O Lobisomem no Quarto das Garotas” foi filmado em preto e branco, tem apenas 83 minutos, e foi lançado em DVD no Brasil pela “Fantasy Music” em Setembro de 2006, na coleção “Sessão da Meia-Noite”, trazendo no mesmo DVD o filme “Criatura Sangrenta” (Blood Creature / Terror is a Man, 1959), com história baseada em “A Ilha do Dr. Moreau”, de H. G. Wells (não creditado).


Cães de Caça

Um dos melhores filmes sobre lobisomens depois de “Grito de Horror” (The Howling, 1980) e “Um Lobisomem Americano em Londres” (An American Werewolf in London, 81) é o inglês “Cães de Caça” (Dog Soldiers, 2002), com direção e roteiro de Neil Marshall. O filme foi lançado no Brasil no mercado de vídeo, numa produção de baixo orçamento, sem aqueles falsos e exagerados lobisomens feitos em CGI, com uma história simples e repleta de muito bom humor.

Um grupo de soldados do exército inglês está realizando um treinamento numa floresta escocesa quando encontra o capitão de um outro grupo perdido no mato, gravemente ferido e único sobrevivente de uma misteriosa chacina. Após enfrentarem numa noite de lua cheia um ataque violento de várias criaturas similares a enormes lobos, os soldados encontram uma zoologista que os leva de carro até uma casa de campo afastada. Eles são então emboscados na casa pelas feras sobrenaturais que revelam-se ferozes e inteligentes lobisomens que querem devorar suas carnes, obrigando os soldados a lutarem por suas vidas enquanto tentam entender o incrível mistério de seus reais inimigos.

“Cães de Caça” tem todos os elementos de um violento filme de horror, através do ataque brutal de um grupo de lobisomens destroçando os frágeis corpos de suas vítimas, com direito a sangue e vísceras espalhando-se para todos os lados. Eu particularmente não sou muito fã da inclusão de piadas nos roteiros de filmes de horror, mas o caso de “Cães de Caça” é uma honrosa exceção, pois todos os momentos de humor negro realmente surtiram efeito numa diversão hilariante como quando o sargento líder dos soldados ingleses brinca com o fato de suas próprias tripas estarem expostas por causa de um golpe de um lobisomem e que elas não poderiam mais caber de volta no abdômen por causa do grande volume, ou quando um simpático cachorro puxa insistentemente pela boca um pedaço de tripa do mesmo sargento, num duelo fora do comum entre um cão faminto e um homem ferido por causa de um pedaço de víscera desse último, ou ainda quando um soldado vencido numa briga com um lobisomem, diz como últimas palavras que esperava que a fera sentisse dor de estômago depois de devorá-lo vivo.

Resumindo, o filme é altamente recomendável, e aliás até já foi anunciada a produção de uma sequência, com a história continuando exatamente após os eventos do final do primeiro filme.

A Saga de Larry Talbot, O Lobisomem


Entre os monstros clássicos do cinema de horror, imortalizados nas telas através das produções em preto e branco do estúdio Universal entre as décadas de 1930 e 1940, o Lobisomem, personificado pelo cultuado ator Lon Chaney Jr, foi um dos que não atingiu o mesmo patamar de popularidade do Conde Drácula, e nem gerou uma franquia tão longa e rentável como a do Monstro de Frankenstein. Contudo, esses detalhes não reduzem a inquestionável importância do personagem dentro da longa e prolífera história do cinema de horror, da mesma forma que não impediu os seus filmes de serem referenciados e cultuados por uma legião de fãs que continuam admirando e preservando o seu legado, mesmo passados mais de sessenta anos do lançamento do filme que apresentou o personagem ao mundo pela primeira vez.

A obra em questão foi o fundamental “O Lobisomem” de 1941, que contou com direção do também produtor George Waggner e roteiro do alemão Curt Siodmak. Para os padrões adotados para os filmes da Universal naquele período, pode-se dizer que “O Lobisomem” foi uma verdadeira “superprodução”, levada a cabo com planejamento e esmero, concentrando todos os esforços do estúdio no intuito de elaborar uma obra que deveria obrigatoriamente se tornar um grande sucesso nas bilheterias.
Tentando encontrar uma forma de se livrar de sua maldição, ou simplesmente empenhado em sabotar os planos maquiavélicos do Conde Drácula, Larry Talbot apareceu em mais quatro filmes além do original, sendo eles “Frankenstein encontra o Lobisomem”, de 1943, “A Casa de Frankenstein”, de 1944, “A Casa de Drácula”, de 1945 e “Abbott e Costello encontram Frankenstein” de 1948. E são justamente esses filmes o foco da série de artigos que se sucederá, abordando a árdua e fascinante saga desse que é o mais famoso lobisomem da história do cinema.
Acompanhe a série de artigos publicados no site Boca do Inferno abordando todos os filmes de Larry Talbot clicando no link abaixo:
Bom divertimento, e cuidado com a lua.

Waldemar Daninsky, o lobisomem espanhol

Pense em uma série de filmes de lobisomem produzida na Espanha, iniciada no final da década de 1960 e que durou até 2003 (por enquanto). Os longas-metragens – sempre produzidos com baixos orçamentos e com um pé no exploitation – apresentavam, além de lobisomens, toda uma vasta gama de criaturas do mal, como vampiros, bruxas, mortos-vivos, membros de seitas satânicas, cientistas malucos e até o diabo em pessoa. O personagem principal de todas essas obras é um homem atormentado pela maldição que o transforma em lobisomem nas noites de lua cheia, e seu intérprete em todos os filmes é Paul Naschy, nome artístico do ator espanhol Jacinto Molina, também responsável pelos roteiros e pela direção de vários dos longas-metragens da série. Acrescente ainda as seguintes informações: embora sempre protagonizados pelo mesmo personagem, os filmes possuem pouca ou nenhuma relação entre si, e, de uma maneira geral, são mal dirigidos, têm roteiros estapafúrdios, diálogos constrangedores e atuações que se constituem num primor do humor involuntário. E mesmo assim, são divertidos a tal ponto de terem sido lançados e relançados nos EUA e na Europa com uma infinidade de títulos diferentes, conquistando uma gama de admiradores tão fervorosos que acabaram viabilizando o lançamento de vários outros produtos relacionados à série, como livros, histórias-em-quadrinhos e áudio-books. Pronto, você já está sabendo o suficiente para ser introduzido no universo dos filmes de “Waldemar Daninsky, o lobisomem espanhol”.

É claro que essa alcunha de “lobisomem espanhol” se deve a nacionalidade das produções, e não do personagem, uma vez que em cada filme Waldemar Daninsky parece ser proveniente de um lugar diferente, ora sendo apresentado como polonês, ora dando a entender que é norte-americano, algumas vezes francês e assim por diante. Isso não deve ser tomado como surpresa pra quem ainda não conhece a série, pois coerência e cronologia são termos cujos significados passam bem longe destas produções. Tanto é que, embora o personagem principal seja sempre o mesmo, as histórias dos filmes se passam em lugares e épocas bem diversas, de tal forma que em apenas duas ou três ocasiões percebe-se a presença de alguns elementos que ligam de fato a história de uma obra à outra. Ao longo de 13 filmes, a origem da licantropia de Daninsky foi reinventada várias vezes, ora sendo atribuída ao ataque de outro lobisomem, ora sendo uma maldição proferida por uma bruxa e até mesmo apresentada como um mal hereditário, que atormenta a infeliz família ao longo das gerações. Além disso, muitos filmes são praticamente refilmagens uns dos outros, mudando a maior parte do elenco, a ambientação e alguns elementos secundários do roteiro, mas mantendo a mesma premissa básica.

Abaixo segue a lista de todos os filmes protagonizados por Waldemar Daninsky, o lobisomem espanhol:

Marca del Hombre-lobo, La (1968)

Nomes alternativos: The Mark of the Wolfman, The Werewolf's Mark, The Vampire Of Dr Dracula, Frankenstein's Bloody Terror

Noche de Walpurgis, La (1971)

Nomes alternativos: Werewolf vs. the Vampire Women, Werewolf Shadow, Shadow of the Werewolf, Blood Moon, Nacht der Vampire

Furia del Hombre Lobo, La (1972)

Nomes alternativos: The Fury of the Wolfman, The Wolfman Never Sleeps

Dr Jekyll y el Hombre Lobo (1972)

Nomes alternativos: Dr Jekyll and the Werewolf / Wolf Man, Dr Jekyll vs. the Werewolf / Wolf Man

Retorno de Walpurgis, El (1973)

Nomes alternativos: Curse of the Devil, The Return of Walpurgis / the Werewolf, La Noche del asesino, The Black Harvest of Countess Drácula

Maldición de la bestia, La (1975)
Nomes alternativos: Night of the Howling Beast, Hall of the Mountain King, Horror of the Werewolf, The Werewolf and the Yeti

Retorno del Hombre-Lobo, El (1980)
Nomes alternativos: The Craving, Return of the Wolf Man, Night of the Werewolf

Bestia y la espada mágica, La (1983)

Nomes alternativos: The Werewolf / The Beast and the Magic Sword, La Bestia y los samurais

Aullido del diablo, El (1987)
Nomes alternativos: Howl of the Devil

Licántropo: El asesino de la luna llena (1996)

Nomes alternativos: Lycantropus : The Moonlight Murders

Tomb of the Werewolf (2003)

Obs: filme produzido diretamente nos EUA

Tendo tudo isso em vista, nada melhor do que um olhar sobre a mais famosa das obras protagonizadas por Waldemar Daninsky cujo título original em espanhol é “La Noche de Walpurgis” (1971) e que foi relançada recentemente nos EUA com o nome de “Werewolf Shadow”. Para conferir o artigo completo sobre o filme publicado no site Boca do Inferno, clique no link abaixo:

http://www.bocadoinferno.com/romepeige/artigos/wereshadow.html